Câncer de mama

Álvaro Júnior

08/07/2015

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. A sobrevida média após cinco anos com a doença é de 61%. No Brasil, dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que as taxas de mortalidade por causa deste tipo de  tumor ainda continuam elevadas. Foram 120 homens e 13.225 mulheres que morreram em decorrência da doença desde 2011. Segundo o oncologista da Multihemo Rafael Caires, o alto índice de mortes acontece muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. “Não existem medicamentos ou vacinas para uma prevenção completa. Apenas o rastreamento do nódulo precocemente pode resultar na cura”, explica.

Além da não realização da mamografia, o aumento da carga hormonal e a mudança na idade de reprodução podem ser fatores agravantes para o câncer de mama. “Nos últimos anos, as mulheres deixam para ter filhos cada vez mais tarde por conta de fatores externos, como a entrada no mercado de trabalho”, informa a mastologista Carolina Vasconcelos, também da Multihemo, clínica especializada no tratamento do câncer, localizada na Boa Vista, área central do Recife. Evitar a obesidade com uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos, é a recomendação básica para prevenir o câncer. “O excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. A ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, é contraindicada, pois é considerado um fator de risco”, completa.

Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, todas as mulheres acima dos 40 anos, mesmo que não apresentem sintomas, devem fazer o exame preventivo da mamografia anualmente. “As pacientes que apresentam sinais, como nódulos na mama ou endurecimento, devem procurar um mastologista independente da idade”, explica Carolina. Outros sintomas podem surgir, como alterações na pele que recobre o seio – como abaulamentos ou retrações, inclusive no mamilo – ou aspecto semelhante à casca de uma laranja. Ainda de acordo com o oncologista, “a recomendação é que o autoexame das mamas, realizado pela própria mulher, faça parte de uma das ações de educação para a saúde do próprio corpo”.

Doação de sangue

Álvaro Júnior
14/06/ 2015

Neste domingo 14, comemora-se o Dia Mundial do Doador de Sangue, cujo tema em 2015 é Obrigado por salvar minha vida. A data, instaurada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2004, relembra a importância da ação e faz um agradecimento aos doadores regulares. Um dos principais objetivos é estimular o ato voluntário e evitar a baixa de estoque nos hemocentros. Com a doação, as unidades de saúde atendem pacientes em diversas situações – para repor uma perda aguda de sangue após cirurgias e acidentes, tratamento de câncer ou diante da necessidade de reposição de células, anormalmente destruídas ou não fabricadas pelo organismo.

De acordo com o hematologista da Multihemo, Aderson Araújo, a transfusão é feita pela transferência do sangue ou hemocomponentes (plaquetas, leucócitos, eritrócitos etc) do doador ao receptor. “O procedimento é fundamental para aumentar a capacidade de transporte do oxigênio no corpo, restaurar os níveis de hemácias no organismo, melhorar a imunidade ou corrigir distúrbio de coagulação sanguínea”, explica. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), alguns pacientes podem precisar de sangue por conta de tumores e do tratamento quimioterápico.

Ainda de acordo com o Araújo, determinados casos, como, por exemplo, o do câncer do aparelho digestivo, provocam hemorragias internas e consequentemente anemia – redução dos glóbulos vermelhos. “Tumores na medula óssea ou que se infiltram na região inibem as células produtoras de sangue”, completa. Dados da OMS informam que 92 milhões de pessoas doam sangue anualmente, sendo que 45% destes doadores têm menos de 25 anos e 40% são mulheres. Mas, segundo a Associação Brasileira de Talassemia, o baixo estoque nos hemocentros adiou muitos processos cirúrgicos em vários hospitais. Em abril, o número de bolsas de sangue caiu em 30% na Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope).

Glaucoma

Diego Ximenes

25.05.2015


O dia 26 de maio foi escolhido como o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Instituída por lei há 13 anos, a data serve como alerta para a necessidade do diagnóstico precoce da doença. O glaucoma leva à perda da visão por danos causados no nervo óptico, configurando-se como a segunda maior causa de cegueira irreversível no mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 67 milhões de pessoas são acometidas pela doença.

Considerada como uma doença silenciosa, por não apresentar nenhum tipo de sintoma, o glaucoma provoca uma gradativa diminuição da visão até chegar ao estágio de perda total. De acordo com o oftalmologista Luís Fernando Paiva, do Instituto de Olhos Clóvis Paiva, a pressão intraocular deve ser monitorada durante a revisão oftalmológica regular. O controle da pressão evita que a doença atinja o nervo óptico, fato que leva à cegueira total.

O oftalmologista explica que todas as pessoas estão sujeitas ao glaucoma, mas existem alguns fatores que aumentam a probabilidade para algumas pessoas em relação a outras, como ter mais de 40 anos, histórico familiar da doença, pressão intraocular elevada, raça negra, alta miopia e diabetes. O diagnóstico é feito por meio de exames simples, indolores e rápidos, realizados no consultório médico. O tratamento ocorre com medicamentos como o colírio, que é a forma mais utilizada, laser ou cirurgia. Luís Fernando Paiva alerta que apenas o oftalmologista é capaz de indicar e orientar o tratamento mais adequado para cada tipo de caso.

Auxílio na prevenção

Diego Ximenes

20.05.2015

A cebola e o alho são consumidos com menos frequência do que outras verduras e temperos, devido à desculpa de que são provocadores do mau hálito. Porém, um instituto de pesquisa britânico aconselha a inclusão desses dois alimentos em uma dieta regular. A recomendação foi feita por pesquisadores da Epidemiology Biomarkers & Prevention que asseguram que a probabilidade de ter problemas com alguns tipos de câncer é quase zero quando há um consumo moderado dos dois.

A mesma recomendação também é feita aos pacientes da nutricionista Ana Acciolly, da clínica Multihemo, localizada no bairro do Derby, no Recife. De acordo com ela, esses alimentos são benéficos graças a uma substância chamada alicina. “Esse é um composto sulforoso presente em alguns alimentos, que se forma quando esses alimentos são triturados.  Os dois auxilim na eliminação de toxinas que favorecem no desenvolvimento de doenças degenerativas, assim como o câncer”, pontuou a nutricionista. O uso contínuo do alho e da cebola pode baixar drasticamente o perigo de contrair enfermidades cancerígenas no intestino e no pâncreas, além de combater a diabetes.

Ainda de acordo com a nutricionista, é importante não os deixar queimar quando usado cotidianamente. Apenas aquecer ou triturar. E uma saída para quem não gosta de consumi-los por provocar mau hálito, além de escovar os dentes após a refeição, é comer uma maçã. Na falta da fruta, pode ser ingerido algum líquido, como suco de tomate ou chá verde porque eles têm o poder de eliminar as bactérias da boca e do sistema digestivo.

Exercícios físicos

Diego Ximenes

06.05.2015

Pesquisadores da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, realizaram uma pesquisa que provou o benefício de uma caminhada moderada para pessoas que passam ou já passaram pelo tratamento do câncer.  A prática da atividade em nível não exagerado melhora a oxigenação das células doentes em pessoas com câncer, fato no qual pode fazer o tratamento progredir bastante. O oncologista Rafael Caires, da Multihemo, clínica especializada no tratamento do câncer, localizada no bairro da Boa Vista, região central do Recife, já faz o encorajamento dos pacientes a praticar, no mínimo, 30 minutos de caminhada leve por dia, para que haja um auxílio na hora de tratar a doença.

“Quando podemos manipular alguns sistemas do corpo com a prática de exercícios físicos, é possível aumentar o fluxo de sangue pelos vasos sanguíneos. O resultado disso é um grande aumento da oxigenação nas áreas onde estão instalados os tumores após as atividades físicas”, revela o oncologista. O médico ainda ressalta que quando se faz exercícios durante o tratamento do câncer é possível neutralizar efeitos colaterais das sessões causadas pelo número de procedimentos terapêuticos, como baixa contagem de sangue, a perda da musculatura, além da fadiga.

Também há o alerta para quem extrapola no tempo de atividade física. Quem passa muito tempo se exercitando pode gerar efeitos negativos ao corpo.  A grande intensidade pode desativar o fluxo de sangue na região onde o tumor se localiza e prejudicar o sistema imunológico. “Antes de qualquer atividade, é bom consultar um especialista. Pois ele pode indicar toda a intensidade que fará bem a cada paciente”, recomenda Rafael Caires.